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Os Cinco Violinos

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1 Os Cinco Violinos em Sab Nov 05, 2011 6:30 pm




Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano ficaram conhecidos como os "Cinco Violinos", designação ainda hoje associada a um dos melhores períodos do futebol português.

Os extraordinários jogadores sportinguistas foram "baptizados" com essa denominação por Tavares da Silva, treinador, jornalista, seleccionador nacional e dedicado sportinguista, devido à harmonia e entrosamento que revelavam dentro dos relvados.

Os anos quarenta e cinquenta do século XX nunca serão esquecidos pelos sportinguistas, mesmo por aqueles que não tiveram o privilégio de ver actuar tão virtuosos jogadores.

Os cinco atletas, e os companheiros que com eles actuaram naqueles tempos deram um valioso contributo para o engrandecimento do Sporting e do futebol português, conquistando muitos títulos, entre os quais os primeiros tri campeonato e penta campeonato do futebol português.

Vasques, Albano e Travassos contabilizaram oito títulos de campeões nacionais, Jesus Correia sete e Peyroteo cinco, proezas invulgares e difíceis de igualar.

O "quinteto" jogou apenas junto no período compreendido entre 1946-47 e 1948-49, sendo Peyroteo o primeiro a abandonar o futebol. Jesus Correia continuou até 1953, ano em optou pelo hóquei em patins, enquanto Albano arrumou as "chuteiras" em 1957. Vasques e Travassos foram os últimos resistentes, com a curiosidade de terem chegado ao Clube no mesmo no mesmo dia, em 8 Setembro de 1946.

Nessas três temporadas, de 1946/47 a 48/49, o Sporting foi sempre Campeão Nacional e obteve o seu primeiro tricampeonato da modalidade. Logo na primeira época, os leões marcaram 123 golos em 26 jornadas (média de quase cinco golos por partida), recorde da competição que ainda hoje se mantêm, e que muito dificilmente será batido. Este quinteto ficou na história como a mais temível e eficaz linha avançada do futebol nacional.

Nos 78 jogos em que participaram juntos, o Sporting venceu 63 (quase 81%), perdeu 11 e empatou apenas quatro, dos quais apenas um sem golos, marcando 315 tentos (quatro por jogo). Nos três campeonatos (com vitórias a dois pontos), o Sporting obteve mais 11 pontos que o Benfica, mais 25 que o Belenenses e mais 28 que o FC Porto; marcou mais 75 golos que o Benfica, mais 105 que o Belenenses e mais 114 que o FC Porto.

O poder de finalização destes jogadores ficou expresso nos 1.635 golos marcados pelos cinco jogadores, dos quais 835 em jogos a contar para o Campeonato Nacional.

Jogaram a primeira vez no campeonato nacional a 24 de Novembro de 1946, sob o comando técnico de Robert Kelly, em Famalicão. O resultado desse jogo foi completamente fora do comum para uma partida de futebol: vitória do Sporting por 9-5. Em terreno impróprio devido à lama, o Famalicão abriu o activo aos 43 segundos e até aos 3-3 os locais deram excelente réplica. Peyroteo marcou por cinco vezes e dos restantes "violinos" só Jesus Correia ficou em branco.

O quinteto de avançados tinha o suporte de jogadores também eles notáveis. A baliza estava entregue a João Azevedo, um dos melhores guarda redes portugueses de sempre. A defesa era comandada pelo capitão Álvaro Cardoso, auxiliado no lado esquerdo por Juvenal ou Octávio Barrosa. No meio campo evoluíam Canário, Manuel Marques (Manecas) e Veríssimo.

Neste tempo não se disputavam provas da UEFA, só surgiriam em 1955, pelo que os contactos internacionais se resumiam a jogos particulares. Nas visitas a Portugal dos campeões de França, Suécia, Alemanha e outras nacionalidades, o Sporting chegou a impor resultados de oito golos. A equipa leonina foi a Madrid ganhar por 6-3 ao Atlético (depois de ter chegado a 6-0) com todos os golos a serem apontados por Jesus Correia.

Os "Cinco Violinos" marcaram uma época de ouro do futebol leonino e nacional.

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